#M15 • 27/01/2026
DADOS E NOTÍCIAS DE MARKETING DA SEMANA.
As notícias desta semana trazem três insights importantes: mídia social deve começar a invadir a TV, trafégo não é mais medida de sucesso e marcas devem viram media-house. Não se esqueça de participar da discussão ao vivo amanhã às 13h.
PARCEIRO EM DESTAQUE #M15:

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DADOS
Tráfego inválido já consome 14,7% da mídia digital no Brasil
Novo relatório global mostra que o Brasil está entre os países mais afetados por cliques inválidos e reforça por que tráfego deixa de ser uma métrica confiável para decisões de marketing.
Durante anos, volume de tráfego foi tratado como sinônimo de performance. O Global Invalid Traffic Report 2026, da Lunio, mostra por que essa lógica está se esgotando, especialmente no Brasil.
Segundo o estudo, no Brasil, quase 1 em cada 7 cliques pagos não vem de um usuário real com intenção genuína.
🔷 O Brasil registra 14,7% de tráfego inválido, quase o dobro da média global, 8,51%;
🔷 Com investimento digital estimado em US$ 6,7 bilhões, o desperdício anual chega a US$ 1 bilhão;
🔷 O país aparece ao lado da China como um dos principais polos globais de fraude organizada em mídia.
Na prática, isso corrói ainda mais o papel do tráfego como métrica-chave.
O impacto é ainda mais evidente em operações de geração de leads, muito comuns no Brasil. O relatório mostra que modelos de lead gen sofrem taxas de tráfego inválido maiores do que negócios transacionais.
🔷 Negócios de geração de leads apresentam 32% mais tráfego inválido que ecommerce;
🔷 Mesmo ambientes mais maduros, como Google e Meta, ainda operam com níveis relevantes de tráfego não humano.
Nesse contexto, o tráfego deixa de cumprir sua função original: ser um proxy de interesse. Ele continua existindo como métrica operacional, mas perde valor como métrica estratégica.
O estudo analisou 2,7 bilhões de cliques, em 6 plataformas, 8 indústrias e 10 países; Os dados refletem campanhas sem bloqueio ativo, revelando o nível real de exposição ao problema.
#︎ Não use tráfego como métrica-chave. Priorize métricas de alcance efetivo, atenção e engajamento para orientar decisões estratégicas.
LUNIO. 2026 Global Invalid Traffic Report. London: Lunio, 2026. Disponível em: https://www.lunio.ai/2026-global-invalid-traffic-report. Acesso em: 24 jan. 2026.
DADOS
Publishers esperam perder 43% do tráfego e isso antecipa o futuro das marcas
Novo relatório do Reuters Institute mostra como a quebra do modelo de distribuição da mídia funciona como sinal antecipado para o marketing.
A informação passou a circular mediada por IA, feeds algorítmicos e creators. O relatório Journalism and Technology Trends and Predictions 2026 mostra que publishers já estão reagindo a um colapso estrutural do modelo de distribuição.
Segundo o estudo, executivos de mídia esperam uma queda média de 43% no tráfego vindo de buscadores nos próximos três anos, impulsionada pela transformação do search em motores de resposta baseados em IA.
🔷 O tráfego global vindo do Google já caiu cerca de 33% em um ano;
🔷 Facebook (-43%) e X (-46%) praticamente deixaram de ser fontes relevantes de visitas;
🔷 ChatGPT cresce como interface, mas ainda representa apenas 0,02% dos referrals.
Na prática, isso redefine o papel da distribuição. Publishers estão aprendendo, na marra, o custo de não controlar o acesso ao público. Conteúdos seguem existindo, mas passam a ser resumidos, reescritos ou consumidos sem clique e sem relação direta com o autor.
A resposta observada no relatório é clara: menos conteúdo genérico e mais investimento no que não pode ser facilmente intermediado por IA. Redações estão deslocando recursos para reportagens próprias, análise, histórias humanas e construção de comunidade.
🔷 91% priorizam reportagens originais e investigação;
🔷 82% ampliam investimento em análise e contexto;
🔷 75% apostam em comunidade, eventos e relacionamento direto.
Para marcas, o aprendizado é direto: não adianta distribuir conteúdo genérico.
O relatório mostra ainda que creators deixaram de ser ameaça periférica e passaram a disputar confiança em escala. 70% dos executivos afirmam que creators capturam atenção que antes era da mídia, e 39% temem perder talentos para esse ecossistema. A fronteira entre marca, mídia e pessoa se torna estruturalmente mais porosa.
#︎ Atue como media-house: conteúdo de investigações exclusivas, criação de comunidade e parcerias com creators. (Aliás, nossa chamada para parceiros 2026 está aberta).
REUTERS INSTITUTE FOR THE STUDY OF JOURNALISM. Journalism, media, and technology trends and predictions 2026. Oxford: University of Oxford, 2026. Disponível em: https://reutersinstitute.politics.ox.ac.uk/journalism-media-and-technology-trends-and-predictions-2026. Acesso em: 24 jan. 2026.
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CHARGE.

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