#M15 • 10/03/2026
MARKETING EM 15 MINUTOS
Um review analítico semanal dos principais estudos, relatórios, notícias e artigos acadêmicos de marketing.
A edição de hoje traz uma nova visão do TikTok para as marcas: um canal para ter histórias pessoais dos seus consumidores. Além disso, analisamos o efeito e importância das pesquisas pré-compra.
PARCEIRO EM DESTAQUE #M15

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RELATÓRIOS.
TikTok atinge até 35,9% de engajamento, liderando interações
Um estudo global analisou mais de 329 mil perfis de marcas revelou as taxas médias de engajamento.

A taxa de engajamento caiu nos três canais.
A nova edição do relatório Social Media Benchmarks, da Emplifi, mostra que o TikTok continua sendo a rede com maior capacidade de gerar interação. A taxa mediana de engajamento variou de 32% no início de 2024 até um pico de 35,9% no terceiro trimestre de 2025.
Já o Instagram aparece em segundo lugar, mas com queda gradual: o engajamento médio caiu de 16,9% para 9,7% ao longo do período. O Facebook, por sua vez, permanece estável, porém muito abaixo das demais redes, com taxas entre 1,4% e 2,4%.
🔷 TikTok: até 35,9% de engajamento
🔷 Instagram: caiu para 9,7%
🔷 Facebook: entre 1,4% e 2,4%
A pesquisa revela ainda quais categorias geram mais interação nas redes sociais. Setores ligados a experiência e lifestyle dominam o ranking, com destaque para viagens e turismo, especialmente companhias aéreas, seguidos por bebidas alcoólicas e não alcoólicas, acomodação e beleza e alimentação, que apresentam consistentemente as maiores taxas de engajamento entre as indústrias analisadas.

Aparentemente as redes sociais são feitas de viagens e bebidas alcoólicas…
#︎ Compare sua taxa de engajamento ao seu segmento para balizar seus conteúdos.
EMPLIFI. Social media benchmarks 2026 report. New York: Emplifi, 2026. Disponível em: https://emplifi.io. Acesso em: 8 mar. 2026.
Busca no TikTok cresce, mas só 16% consideram útil
Na semana passada vimos que o TikTok foi um dos poucos canais que cresceram na pesquisa pré-compra, junto com marketplaces e lojas físicas. Mas quem realmente busca dentro da plataforma e como? Um novo estudo da Adobe dá algumas pistas.

Antes de tudo, é importante colocar o fenômeno em perspectiva. Mesmo sendo um dos poucos canais em crescimento na jornada de pesquisa, o TikTok ainda está longe de ser a principal fonte de informação do consumidor.
Apenas 16% das pessoas dizem que o TikTok foi uma das plataformas mais úteis para buscar informações. Bem à frente aparecem Google (85%), Reddit (29%), ChatGPT (26%) e YouTube (24%). Ou seja: o TikTok cresce como canal de pesquisa, mas ainda ocupa uma posição secundária no ecossistema de busca.
Quando olhamos quem usa o TikTok como mecanismo de busca, o padrão geracional é claro. O comportamento é fortemente liderado pelos mais jovens. O TikTok é usado principalmente para temas ligados a lifestyle e descoberta cultural.
Por fim, o motivo pelo qual as pessoas usam o TikTok para pesquisar também revela o papel da plataforma no processo de decisão. O que atrai o usuário não é necessariamente a informação em si, mas a forma como ela é apresentada.
Em outras palavras, o TikTok não compete com o Google ou ChatGPT. Ele compete com a sessão de comentários dos marketplaces com histórias reais sobre produtos, narradas por pessoas.
#︎ O TikTok pode ser um ótimo canal de review de usuários para serviços que não são vendidos em marketplaces.
ADOBE. Using TikTok as a search engine: how consumers search on TikTok. Adobe Express Blog, 2024. Disponível em: https://www.adobe.com/express/learn/blog/using-tiktok-as-a-search-engine. Acesso em: 8 mar. 2026.
NOTÍCIAS.
# Meta cria 3 tipos de atribuição e começa a medir engajamento além do clique
A plataforma passará a reportar interações sociais como compartilhamentos, comentários e salvamentos em uma nova categoria chamada “engage-through attribution”, reduzindo a dependência da métrica tradicional de clique para avaliar desempenho de anúncios →
# YouTube libera anúncios de até 30s não puláveis para campanhas em TV conectada
Novo formato passa a integrar campanhas de Video Reach e será otimizado por IA entre anúncios de 6, 15 e 30 segundos, garantindo que a mensagem seja vista integralmente nas telas de TV →
# Netflix amplia Ads Suite com 2 novas integrações de DSP
A plataforma permitirá comprar mídia programática usando Amazon DSP e Yahoo DSP, expandindo as opções de segmentação e compra automatizada para campanhas dentro do inventário de anúncios da Netflix →
# Google registra patente que pode gerar landing pages automáticas após anúncios
O sistema criaria páginas de destino dinamicamente a partir do conteúdo do anúncio e da intenção do usuário, reduzindo a necessidade de sites tradicionais para campanhas pagas →
CHARGE.

Gestores após descobirem os temas que mais dão engajamento…
MARKETING SCIENCE
Qual o impacto das pesquisas pré-compra?
13 segundos, ou 21 horas: quanto tempo você leva para decidir?
O tempo e o esforço de uma pesquisa pré-compra dependem de uma relação de custo-benefício. Em uma prateleira de supermercado, por exemplo, o tempo gasto é mínimo, dado que a potencial economia é pequena. Estudos mostram que a avaliação pré-compra no ponto de venda é quase inexistente: 72% dos consumidores olham apenas uma embalagem e levam, em média, apenas 13 segundos para tomar a decisão no corredor (HOYER, 1984 apud RATCHFORD, 2007).
Já na compra de um bem durável e de alto valor, como um carro, o incentivo e o benefício justificam um tempo maior. O tempo total de pesquisa para automóveis, por exemplo, varia em média de 14,6 a 21,45 horas (RATCHFORD; TALUKDAR; LEE, 2001).
O tal do “consideration set”…
É importante destacar que os consumidores não pesquisam TODOS os produtos disponíveis; em vez disso, formam um "conjunto de consideração" para evitar o alto custo cognitivo de processar muitas informações (RATCHFORD, 2007).
Dependendo da categoria, esse número realmente gira em torno de 2 a 5 opções: para itens de supermercado (como detergentes ou ketchup), o conjunto médio considerado pelos compradores é de apenas 2,3 a 2,6 marcas (MEHTA et al., 2003 apud RATCHFORD, 2007); já para compradores de automóveis novos, a média de modelos avaliados é de 2,5 a 3 modelos (RATCHFORD; TALUKDAR; LEE, 2001).
Mas muda algo no resultado?
Sim, como resultado da pesquisa (especialmente online), os consumidores estão abertos a mudar de ideia. Segundo levantamento, 65% dos potenciais compradores acabam selecionando uma marca que não estava em seu conjunto original de consideração (WEBER SHANDWICK, 2012 apud FLOYD et al., 2014), um comportamento impulsionado principalmente pela leitura e confiança nas avaliações e reviews de produtos de outros consumidores na internet (FLOYD et al., 2014).
Vale destacar, ainda, que a facilidade de pesquisa torna os mercados e os preços ainda mais competitivos. A internet atua como uma ferramenta que reduz drasticamente os custos de busca para o consumidor (RATCHFORD, 2007). Dados empíricos comprovam esse ganho de competitividade com quedas reais de preços em diversos setores:
A internet forçou uma redução de 9% a 16% nos preços de livros e CDs em comparação com o varejo físico (BRYNJOLFSSON; SMITH, 2000 apud RATCHFORD, 2007);
Causou uma queda de 8% a 15% nos preços de apólices de seguros de vida (BROWN; GOOLSBEE, 2002 apud RATCHFORD, 2007);
Gerou uma redução de cerca de 1,5% nos preços reais de transação de automóveis, beneficiando especialmente consumidores que não gostam de negociar presencialmente (ZETTELMEYER et al., 2006 apud RATCHFORD, 2007).
Ou seja, esteja presente no momento de busca pré-compra, especialmente como uma “Promptable Brand”.
FLOYD, Kristopher; FRELING, Ryan; ALHOQAIL, Saad; CHO, Hyun Young; FRELING, Traci. How Online Product Reviews Affect Retail Sales: A Meta-analysis. Journal of Retailing, v. 90, n. 2, p. 217-232, 2014.
RATCHFORD, Brian T. Consumer Search Behavior and Its Effect on Markets. Foundations and Trends® in Marketing, v. 3, n. 1, p. 1-74, 2008.
RATCHFORD, Brian T.; TALUKDAR, Debabrata; LEE, Myung-Soo. A Model of Consumer Choice of the Internet as an Information Source. International Journal of Electronic Commerce, v. 5, n. 3, p. 7-21, 2001.
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