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Precificação
Como capturar o máximo de valor na definição de preço + novidades da semana.

Recado da semana: Ajude-nos a responder a pesquisa “Perfil do CMO” da IAB em parceria com a Galaxies e #M15” →
Dados: Creators B2B // Diferenciais de agências no Brasil
Novidades: Spotify, Amazon e Collabs no Youtube e +
Big Idea: Pricing — O último chefão do marketing.
DADOS.
◯ Criadores B2B são o novo canal de confiança
O LinkedIn publicou um novo estudo com uma tese simples e provocadora: Trust is the new KPI ¹. E no centro dessa nova lógica estão os creators B2B.
O uso de creators B2B é mais difundido do que parece: 55% das empresas já usam e 29% pretende começar a usar no próximo ano.
O relatório defende que, num cenário de excesso de conteúdo, desconfiança institucional e saturação de canais, a principal métrica de sucesso do marketing B2B em 2025 deveria ser a construção de confiança. E mostra que as marcas que colaboram com creators B2B têm performance superior em até 39% e em diversos aspectos.
O relatório ainda indica os tipos de conteúdo para serem usados em cada momento:
Estágio do Funil | Formatos Indicados |
---|---|
Topo do Funil | - Vídeos curtos- Clipes de liderança de pensamento- Storytelling com creators |
Meio do Funil | - Vídeos com cases de clientes- Q&As com influenciadores- Conteúdo explicativo |
Fundo do Funil | - Estudos de caso com foco em ROI- Demonstrações de produto |

Como usar esta notícia: Já baixou nosso framework de pós-social para fazer o planejamento de influência da sua marca?
◯ Qual o diferencial das agências no Brasil ?
O Felipe Souza e o Fernando Prudêncio me enviaram a prévia da “Pesquisa Círculo das Agências Independentes 2025” (ainda não publicada), que traça o perfil de 144 agências independentes no Brasil — e confirmou o que já vínhamos observando por aqui:
65% das agências têm equipe de até 10 pessoas
77% atendem até 10 clientes fixos
55% operam com ticket médio entre R$10 mil e R$50 mil
55% atendem principalmente grandes empresas nacionais
Além disso, novos dados reforçam a tese de que é um segmento altamente relacional: para 92% das agências, a principal origem de clientes é o networking direto dos sócios.
Por outro lado, há uma janela clara para diferenciação. A maioria das agências aponta como principal diferencial a excelência criativa e construção de posicionamento de marca. Temos cada vez mais indicativos que as agências hoje, são “squads autorais” disponíveis para contratação de grandes marcas.
NOVIDADES.
→ Campanhas do Spotify agora aceitam lance por CPC.
→ Youtube começa testar collabs (assim como no Instagram).
→ Negócio de publicidade da Amazon cresceu 22% no ano.
→ TikTok pretende lançar novo recurso que torna “pixel” desnecessário.
→ Quer fazer live no Instagram? Agora precisa ter pelo menos 1.000 seguidores.
CHARGE.
BIG IDEIA.

Antes de começar, queria compartilhar algo legal: este artigo só foi possível graças à rede que construímos ao redor do #M15 , em especial, às contribuições generosas de Aline Baia Yoko, Collins, Malagris e Pedro Campos, que trouxeram visões valiosas para a discussão.
Preço: o Último Chefão do Marketing
Definir preço é o último chefão do marketing. Poucos profissionais se dizem especialistas no tema e isso aparece nos dados. Na pesquisa do Diego Ivo que trouxemos no começo do ano, em 80% das empresas, a responsabilidade por preço não é do marketing. Por outro lado, 49,3% dão ao marketing alguma influência ou autonomia na decisão. Ou seja: pode não ser oficialmente nossa função, mas está na mesa. E vale a pena entender mais sobre isso.
Como funciona na prática
Se você está no B2C, é bem provável que já utilize algum serviço de monitoramento de preços e ajuste seu valor com base na concorrência. E, quando necessário, investe em estudos para proteger ou ampliar sua margem.
Não por acaso: o setor de consumo está mais avançado nesse tema — 68% dos artigos acadêmicos sobre precificação têm foco no B2C ¹.
Já no B2B, a prática mais comum é simplesmente ir subindo o preço até que alguém diga “não”. Em ambos os casos, a verdade é que ainda damos pouca atenção estratégica à precificação — e esse é um tema que merece ser mais explorado.
Estratégia de Preço: antes de tudo, política
Antes de definir o preço, é preciso ter clareza sobre a política de preços. Ou seja: qual lógica estratégica orienta suas decisões? Encontrei dois artigos são referências nisso:
Eles organizam as estratégias de precificação a partir de seus determinantes. Abaixo, uma síntese dos dois frameworks:
Estratégias de Preço (Noble & Gruca, 1999)
Determinante | Estratégia de Precificação | Táticas Relacionadas |
---|---|---|
Novo modelo ou inovação | Novo Produto | Skimming, Penetração, Preço por Curva de Aprendizado |
Mercado maduro | Competitiva | Preço de Liderança, Paridade, Baixo Custo |
Substitutos ou complementares | Linha de Produtos | Bundling, Razor-and-blade, Pricing por Valor Econômico |
Demanda incerta | Baseada em Custo | Cost-plus, Margem de Contribuição, Retorno Alvo, Markup |
Estratégias de Preço (Tellis, 1986)
Determinante | Estratégia de Precificação | Táticas Relacionadas |
---|---|---|
Segmentos separados, capacidade ociosa | Desconto para Segundo Mercado | Generic pricing, dumping |
Sensibilidade ao tempo/preço | Descontos Periódicos | Skimming, peak-load pricing, price discrimination |
Consumidores pouco informados | Descontos Aleatórios | Coupons, cents-off |
Nova entrada, curva de experiência | Penetração de Mercado | Limit pricing |
Concorrência ativa, mercado maduro | Sinalização de Preço | Reference pricing |
Mercados geográficos distintos | Precificação Geográfica | FOB, base point, freight equalization |
Produtos vendidos juntos | Empacotamento de Preço | Mixed bundling, pure bundling |
Produto superior, alto valor percebido | Preço Premium | — |
Produtos complementares | Preço Complementar | Captive pricing, two-part pricing |

Bonus #M15 - Questionário de Política de Preços
Faça uma primeira exploração de quais táticas podem ser úteis no seu negócio.
E na hora de definir o preço?
Há duas maneiras principais:
1. Testando (para modelos self-service)
Se o cliente vê o preço e pode comprar diretamente (ex: e-commerce, SaaS, FMGC), é possível testar diferentes faixas, ver como foi a elasticidade e analisar qual gera maior receita. Essa é a vantagem de modelos transacionais com volume.
![]() | Bonus #M15 - Calculadora de Preço |
2. Pesquisando (em vendas consultivas)
Quando o volume de vendas é menor e os preços são negociados, testes diretos são inviáveis. Aqui, surgem abordagens de pesquisa. Mas atenção: evitar perguntas do tipo “quanto você pagaria?” é consenso. Elas raramente trazem respostas confiáveis.
O Marcos Malagris, da System1, recomenda entender três faixas:
Qual o máximo que as pessoas acham que outros pagariam?
Qual o ideal que gostariam de pagar?
Qual o mínimo abaixo do qual duvidariam da qualidade?
Essa lógica se aproxima do Price Sensitivity Meter (PSM), criado por Van Westendorp ⁴, que envolve quatro perguntas simples:
Quando o preço parece muito barato (gera desconfiança)?
Quando parece barato?
Quando parece caro, mas ainda aceitável?
Quando parece muito caro?
A partir disso, é possível traçar um gráfico com as zonas de aceitabilidade de preço e identificar o ponto ótimo de percepção.
![]() | Bonus #M15 - Calculadora de Sensibilidade de Preço |
Preço: a próxima fronteira
O preço continua sendo um tema pouco dominado pelo marketing, mas deveria ser o oposto. Afinal preço é o único dos 4 Ps que pode gerar receita sem exigir investimento antes. E, em tempos de dados abundantes, testes rápidos e pesquisa ágil, já não dá pra dizer que falta ferramenta. Falta mesmo é assumir o protagonismo.
SUA VEZ.
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