|
EDIÇÃO #80 • 07/07/2026 • THEDROPS.COM.BR |

Bom dia, M15zer Dropper!
O rebranding está para as marcas assim como o botox está para influencers. Basta crescer e viver tempo suficiente que ele chega - e o nosso chegou!
O que muda: o nome, o template e o design.
O que não muda: a curadoria, o editorial e eu.
Campanhas que gostaria de ter criado: o Messi está brilhando tanto na Copa que foi parar no teaser do filme do “Homem-Aranha: Um Novo Dia”. O camisa 10 entra em uma conveniência, mas quem fica chocado é Peter Parker (ou Tom Holland), que leva o hermano para um rolê nos sky-scrappers de NY.
No MarketingDrops de hoje…
•︎ Brasileiros recorrem à IA para dieta de informação;
•︎ TikTok quer brigar com a novela das 8 9.
•︎ TikTok lança central de agentes de IA.
•︎ Instagram continua crescendo, mas carrosel é sub-utilizado;
•︎︎ + Notícias da semana

MÍDIA E CONSUMO
Ozempic de conteúdo
O consumo seletivo de informação já atinge 47% dos brasileiros - e os consumidores selecionam mais usando IA.

Todo ano o Instituto Reuters publica uma pesquisa global sobre como o mundo consome notícias. Ano passado, o Brasil roubou a cena como campeão de consumo via redes sociais. Este ano, o holofote saiu do feed e foi para os chatbots de IA - meio que: William Bonner → Felca → ChatGPT!
O relatório divide o público em três grupos:
News lovers: consomem notícia pelo menos duas vezes por dia e se dizem extremamente interessados. Caiu de 29% para 22%.
Daily briefers: consomem notícia entre duas e sete vezes por semana. É o meio do funil, o "só o essencial, por favor".
Casuais/passivos: todo mundo que não se encaixa nos critérios dos outros dois grupos. Cresceu de 16% para 25%.
E nisso tudo, quem declara abertamente que evita notícias saltou de 29% (2017) para 42% (2026) e no Brasil esse número já bate 47% - quase metade da população.
Na prática, todo mundo está evitando notícia de propósito. E o motivo tem nome número: 39% dizem que ela estraga o humor, 31% se sentem soterrados pelo volume. Quem está ganhando com isso são os chats de IA.
O Brasil já é o segundo país que mais usa IA para se manter informado, com 13% das pessoas nessa fonte - só atrás da Coreia do Sul. Quem jogou o brasileiro no colo do bot foi a queda de confiança nos veículos - que foi de 62% em 2015 para 36% em 2026.
Mesmo assim, quem manda no dia a dia do brasileiro ainda são as redes sociais e o WhatsApp. O ranking por plataforma não mudou de posição:


Take Away:
Os veículos de mídia são os primeiros a sofrer com as mudanças de consumo de conteúdo: 37 dos 50 maiores sites de notícia do mundo perderam audiência no último ano (-10%).
A preferência tem sido por menos conteúdos e mais leves - abrindo uma oportunidade para marcas adaptarem os planos editoriais que misturem educação com informação.

HYPE

IKEA hackeando a Copa do Mundo
A maior loja de móveis e decoração do mundo não era uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo, mas nem por isso deixou de torcer aparecer. A IKEA deu um jeitinho brasileiro que chamou atenção do mundo todo: organizou seus produtos de forma que lembrassem a bandeira das seleções participantes.
No total foram 18 bandeiras. A bandeira do Brasil foi criada usando:
Verde: um tapete
Amarelo: uma mesa
Azul: uma tijela
Branco: uma vela
Um slot de patrocinador oficial da Copa do Mundo custa entre US$ 65 e 95 milhões. A IKEA gastou basicamente o salário de quem reorganizou as prateleiras transformando os próprios produtos em bandeiras e a repercussão em mídia orgânica (e alguns impulsionamentos pagos, claro).

MÍDIA
TikTok quer brigar com a novela das oito nove
A nova ferramenta do app chinês para que toda marca possa ter o próprio mini-drama

Imagem: editorial TheDrops
Se as novelas mexicanas foram o modelo padrão de entretenimento da TV na década de 90, os mini-dramas serão o modelo padrão de entretenimento das marcas na era dos aplicativos de vídeos sociais - o TikTok acredita tanto nisso que acaba de lançar o Growth Max for Mini Series,
Um recurso nativo do app para marcas criarem, publicarem e monetizarem as suas mini séries dentro do TikTok. Na prática, a funcionalidade entra como um piloto automático de mídia: vê quem assistiu um episódio e já recomenda o próximo.
As marcas que decidirem dar uma Manoel Carlos e criar a própria Helena tem dois caminhos:
Minis Center: vitrine dedicada dentro do app, disponível em 10 mercados (Brasil incluso) onde a marca recupera parte do investimento cobrando pelo desbloqueio de episódios ou inserindo anúncios de terceiros.
Formato nativo no perfil: a série vive direto na conta da marca, disponível globalmente, com monetização via ads embutidos nos episódios.
O movimento é menos uma aposta e mais uma resposta a uma tendência. O mercado de microdramas saiu de US$ 500 milhões para US$ 7 bilhões somente na China e a moda agora começa a pegar no Ocidente:
→ a Starbucks criou a própria série onde um funcionário viaja no tempo até a China imperial e abre uma cafeteria (+2 mi views no primeiro dia).
→ a Crocs lançou a minissérie Charmed to Meet You, com 5 episódios e um enredo que aproveita o Dia dos Namorados.
→ a P&G produziu o The Golden Pear Affair - em vez de anunciar produtos, construiu uma narrativa onde um body scrub da marca fazia parte do enredo.
Diferentes marcas, diferentes mercados, diferentes enredos, mas uma coisa em comum: o product placement integrado naturalmente na narrativa. Menos ad, mais novela.

→ TikTok lançou seu Agentic Hub com MCP e marcas podem coordenar seus ads pela sua plataforma de IA de preferência.
→ Banco Inter é a última das fintechs a entrar no campo da publicidade e lançar a própria plataforma de mídia para anunciantes.
→ Meta se meteu em encrenca novamente ao permitir anúncios gerados por IA promovendo profissionais do s3×0.
→ Instacart está desenvolvendo uma estratégia de marketing de funil completo com vídeo e IA.
→ ChatGPT entrou de cabeça no mundo publicitário e já está forçando as marcas a repensarem a estratégia de GEO e paid.
→ Reddit demorou mas finalmente lançou a possibilidade de teste A/B automáticos de anúncios no app.
→ YouTube confirmou uma série de novas opções de música para os carrosséis.
→ LinkedIn liberou acesso ao seu novo brand hub que chegou com gerador automático de anúncios
→ Banco Inter é a última das fintechs a entrar no campo da publicidade e lançar a própria plataforma de mídia para anunciantes.

MIDIA
Carrossel do Instagram é o formato que mais cresceu em views
Instagram recebeu 24% mais posts em 2026, veja comparativo dos formatos

Imagem: Editorial TheDrops
O Instagram de 2026 é tipo aquela festa que só cresce de tamanho. Segundo um levantamento da Metricool (com 24,3 milhões de posts e 375 mil contas), marcas publicaram mais conteúdo neste ano e o algoritmo recompensou o esforço.
+24% em posts publicados;
+27% em views;
+19% em interações;
-7% na taxa de engajamento.
Os Reels seguem carregando a plataforma nas costas. O tempo médio assistido por Reel mais que dobrou, e os compartilhamentos do formato dispararam:
De 4 para 8,5 segundos no tempo médio assistido por Reel (+112%);
+67% em compartilhamentos de Reels.
Mas o verdadeiro escândalo estatístico do relatório é outro: o carrossel - o formato superou o post de imagem única em praticamente todas as métricas, só que é usado cada vez menos:
9x mais saves que posts de imagem única;
Cresceu 4X menos do que o Reels em uso;
É 37% menos usado do que foto única;
Do lado de quem tenta economizar esforço com atalhos: hashtags perderam a força de vez. A explicação por trás não é mistério: desde julho de 2025, o Instagram indexa legendas via busca por contexto.
-32% em views para posts com hashtag;
-34% em interações para posts com hashtag.


Take Away: Inteligência artificial tem diminuido a barreira de criação e como consequência aumentado o volume de publicação. Mas quantidade não é qualidade e em uma realidade onde um formato bem sucedido é copiado mais rápido que as roupas da Zara, sai na frente quem entrega originalidade.

DROP LIKE IT'S HOT
[para reservar] o WhatsApp vai ter nome de usuário, e você já pode salvar o seu.
[para conceitualizar] a mensagem do primeiro Chief Concept Officer do KFC
[para refletir] para Vogue , não existe mais jeito cool de estar no Instagram
[para dançar] Starbucks criou um programa de EGC (Employee-generated content] no TikTok.
[para aprender] com a mensagem da nova CMO Global da Meta

CHARGE
