#M15 • 20/01/2026
DADOS E NOTÍCIAS DE MARKETING DA SEMANA.
Na semana passada, estreamos o novo formato com discussões ao vivo sobre as notícias de marketing do #M15. A conversa foi rica, prática e cheia de contrapontos. A gravação já está disponível no Spotify e você pode participar ao vivo da discussão desta edição amanhã, às 13h.
DADOS
Brasileiros vivem em apps, mas só leem mensagens quando há limite e permissão
Nova pesquisa “Mapa do Engajamento em Apps no Brasil”, do Mundo do Marketing, mostra que o engajamento não depende do canal, depende das regras que controlam o excesso.
Os brasileiros passam horas por dia em aplicativos, principalmente em redes sociais e entretenimento. Ainda assim, a maior parte das comunicações de marca não é lida. O contraste revela algo maior do que preferência por canal: atenção surge onde o sistema impõe escassez, contexto e relevância.
🔷 38% dos brasileiros passam mais de 4 horas por dia em aplicativos;
🔷 67% usam apps principalmente para redes sociais e entretenimento;
🔷 Ainda assim, 37% quase nunca leem notificações push.
O WhatsApp aparece com taxas de leitura mais altas não por ser “mais querido”, mas provavelmente porque opera sob regras mais duras. A plataforma limita disparos, restringe spam e empurra marcas para um tom conversacional e permissivo. O resultado é menos volume e mais leitura.
🔷 54% dizem que sempre leem mensagens de marcas no WhatsApp;
🔷 Em push notifications, apenas 30% afirmam o mesmo;
Essa lógica também explica a abertura do público a mensagens comerciais, desde que haja valor claro. Promoções personalizadas não são rejeitadas.
🔷 73% engajam com marcas por promoções e ofertas;
🔷 68% valorizam ofertas personalizadas como forma legítima de comunicação;
🔷 59% dizem que experiências personalizadas aumentam a intenção de compra.
O problema, portanto, não é “falar com o consumidor”. É falar sem filtro, sem contexto e sem limite.
#︎ Envie promoções, mas de maneira contextualizada e em tom conversacional.
DADOS
O marketing brasileiro amadurece, mas o orçamento ainda vive no curto prazo
Novo relatório Tendências de Marketing 2026, da Conversion, mostra que branding, e presença de mídia voltam a ser reconhecidos como estratégias efetivas, mesmo sob pressão crescente por ROI imediato.
O marketing brasileiro entra em 2026 com sinais claros de maturação estratégica. Depois de anos marcados por modas táticas, promessas de crescimento rápido , os profissionais voltam a reconhecer o valor de estratégias estruturais. Os dados mostram uma revalorização consistente de branding, mídia paga e SEO.
🔷 54,6% apontam mídia paga como estratégia mais efetiva em 2026;
🔷 33,0% citam branding entre as estratégias que mais geram resultados, alta consistente desde 2023;
🔷 38,2% consideram marketing de conteúdo efetivo, apesar da saturação do formato;
Esse movimento revela um mercado menos fascinado por novidade e mais atento à construção de presença, autoridade e memória. Ao mesmo tempo, o relatório expõe um paradoxo difícil de ignorar. Embora o discurso valorize estratégias de longo prazo, a prática orçamentária continua presa ao curto prazo. A pressão por retorno mensurável atingiu um nível histórico, deslocando decisões para canais de atribuição imediata.
🔷 55,3% apontam o cálculo de ROI como o principal desafio do marketing em 2026;
🔷 Apenas 7,9% esperam crescimento de orçamento acima de 25%;
🔷 44,7% projetam aumentos leves, entre 1% e 10% — crescimento de manutenção, não de expansão;
🔷 42,5% das empresas destinam 10% ou menos do orçamento total para construção de marca.
#︎ Aprender a provar resultado e discutir alocação orçamentária deve ser a prioridade número 01 dos profissionais de marketing para 2026.
NOTÍCIAS.
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CHARGE.

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