#M15 • 30/06/2026
MARKETING EM 15 MINUTOS
Um review analítico semanal dos principais estudos, relatórios, notícias e artigos acadêmicos de marketing.
Estamos nos 45 do segundo tempo! As mudanças no M15 já estão começando e, spoiler, na semana que vem vamos mudar até de nome! Se você tem aquela sugestão para passar, ainda dá tempo.
Esta semana trouxemos uma edição especial com uma pesquisa exclusiva sobre o uso de LinkedIn no Brasil, realizada pela Opinion Box em parceria com o M15.
A conclusão é que a plataforma está entrando em uma nova era de profissionalização, assim como o Instagram viveu há alguns anos atrás. O problema é que os usuários não estão gostando disso.
Baixar pesquisa completa Opinion Box + M15 sobre LinkedIn no Brasil →
RELATÓRIOS.
LinkedIn e o risco de virar Linguiça-In
Em um ano, a percepção de que a plataforma entrega conteúdo relevante para a carreira caiu 18 pontos percentuais no Brasil
A Opinion Box ouviu 1.041 brasileiros sobre como usam o LinkedIn. E o dado que mais mudou este ano foi: a percepção de qualidade está caindo. No ano passado 70% dos usuários consideravam o conteúdo lá relevante. Agora, já caiu para 52%. Pra você ter uma idéia, é a mesma taxa de relevância dos anúncios do Instagram, ou seja, baixíssimo.
Os outros indicadores acompanham:
🔷 "Boa rede para networking": de 80% para 70%;
🔷 "Aprendo sobre meu mercado aqui": de 70% para 58%;
🔷 "Canal importante para minha empresa": de 62% para 51%.
A leitura mais honesta não é que a plataforma piorou, é que ela ficou famosa. Conforme o LinkedIn virou pauta dos gurus de marca pessoal, mais gente começou a postar. E postar. E postar automaticamente. A pesquisa mostra que 66% dos criadores frequentes publicam para fortalecer a própria marca pessoal, e 62% para fortalecer a marca da empresa. Objetivos legítimos, mas que, em escala, produzem um feed padronizado.
A IA entrou como recheio desse movimento. Três em cada dez usuários rejeitam ativamente posts gerados por IA, e 61% deles apontam falta de autenticidade como motivo, seguido de 44% que acreditam que o conteúdo é feito só para performar no algoritmo. O que é, essencialmente, o diagnóstico correto. A IA não criou a encheção de linguiça no LinkedIn. Ela só permitiu que todo mundo enchesse muito mais linguiça, muito mais rápido.
# O LinkedIn está começando a passar por um processo de profissionalização pasteurização do conteúdo, realmente faz sentido sua marca postar mais do mesmo? Ou é o momento de pensar em editorias autorais na plataforma?
OPINION BOX; M15. LinkedIn no Brasil 2026: dados e tendências sobre a maior rede profissional do mundo. 2026. Disponível em: https://materiais.opinionbox.com/pesquisa-linkedin. Acesso em: 29 jun. 2026.
O fim da festa grátis no LinkedIn?
28% dos brasileiros já fecharam negócio pela plataforma, mas 66% já receberam abordagem completamente fora de contexto. (a.k.a. SPAM)

Os dados contam duas histórias ao mesmo tempo. A primeira é animadora: o LinkedIn está funcionando muito bem como canal de negócios. A segunda é o motivo pelo qual a plataforma declarou guerra à automação: as empresas estão avacalhando com SPAM.
Vamos à história animadora primeiro. O LinkedIn é, provavelmente, o único lugar na internet onde o B2B ainda se fala com intenção real. 39% dos brasileiros respondem mensagens de desconhecidos na plataforma, uma taxa que qualquer time de vendas pagaria caro para replicar. E os números mostram que essa abertura converte:
🔷 31% já compraram algo ou contrataram um serviço por causa de uma mensagem recebida no LinkedIn;
🔷 34% já fizeram uma reunião com uma empresa que os abordou pelo inbox;
🔷 28% já contrataram algum serviço que descobriram na plataforma.
🔷 51% das empresas dizem que o LinkedIn ajudou a atrair novos clientes;
🔷 46% dizem que o LinkedIn os ajudou a torna autoridade;
🔷 47% dizem que os posts ajudaram a trazer faturamento;
Agora a segunda história. Para cada pessoa que recebeu uma abordagem relevante, tem pelo menos uma que recebeu um SPAM. Você provavelmente conhece o padrão: recebe um pedido de conexão com uma mensagem, de uma empresa que não acertou nem seu nome — 66% já receberam mensagens totalmente não relacionadas ao seu perfil.
E mesmo com as taxas positivas as empresas ainda estão timidas no investimento. Só 5% dos respondentes fazem campanhas pagas ativamente no LinkedIn e entre os que já fizeram, 39% avaliam que o retorno foi positivo.
Ou seja, está dando resultado, mas ainda sem consistência e com pouca gente investindo.
# Sabe aquele feeling de “queria ter começado a anunciar mais cedo no Instagram?” — então, eu acho que vai rolar com o LinkedIn. Agora que as abordagens orgânicas estão ficando saturadas, é hora das empresas começarem a estudar seriamente o canal como mídia paga.
OPINION BOX; M15. LinkedIn no Brasil 2026: dados e tendências sobre a maior rede profissional do mundo. 2026. Disponível em: https://materiais.opinionbox.com/pesquisa-linkedin. Acesso em: 29 jun. 2026.
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CHARGE.

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