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EDIÇÃO #82 • 21/07/2026 • THEDROPS.COM.BR |
Bom dia, Dropper!
A edição de hoje parece uma máquina do tempo: Coca-Cola lançando sua marca, jovens bebendo álcool novamente, marcas mais uma vez apostando em nostalgia enquanto os avós viralizam. Que Show da Xuxa é esse?
Na seção Campanhas que eu gostaria de ter criado: a Lego resolveu o problema dos seus clientes ficarem adultos e abandonarem seus produtos quando transformou brinquedo em item de coleção. Agora a Play-Doh da Hasbro emprestou uma página desse playbook e transformou suas massinhas de modelar em kits de arranjos de flores para decoração - afinal, você cresceu e seu bolso também.
No MarketingDrops de hoje…
• GPT-Ads: Top ou Flop?
• Nonna-Maxxing: a geração das vovós influencers
• GenZ: novos dados quebram o esterótipo dos Zommers
• Pódio: As Melhores campanhas da Copa do Mundo no Brasil.

DROPPED BY NUVEMSHOP
Uma nova forma de operar (e crescer) lojas virtuais foi desbloqueada

Daqui pra frente, as agências que mais vão crescer no e-commerce são as que souberem conversar melhor. E não, não estamos falando “só” de implementar vendas pelo WhatsApp.
A Nuvemshop, plataforma líder na América Latina, acabou de lançar uma integração com as principais IAs via MCP. Isso significa acesso direto à sua loja dentro do Claude ou ChatGPT, não só pra acessar informações mas também executar ações como atualizar preços em escala e gerar relatórios.
O setor está mudando radicalmente e a era da eficiência veio para ficar. Para quem sente que deixa dinheiro na mesa ou está ficando para trás, a Nuvemshop também está reforçando seu programa de parceiros.
Além do acesso antecipado às novidades, as agências parceiras aumentam muito sua rentabilidade através do ecossistema de soluções, como Nuvem Marketing, Nuvem Chat, Nuvem Pago, Nuvem Envio, e mais.
→ Seja um parceiro Nuvemshop clicando aqui e desbloqueie também essa nova fase de crescimento na sua oferta!

MÍDIA E TECNOLOGIA
GPT Ads: Top ou Flop?
A OpenAI prometeu US$ 50 bi em anúncios até 2030, mas entregou 10% disso.

A ideia de uma super IA que conhece seus gostos, preferencias e até sua conta bancária promovendo produtos pagos no meio das conversas nunca desceu redondo para os consumidores. A esperança da OpenAI era de com anunciantes seria diferente. Não foi: a e-marketer prevê que o GPT Ads venderá 10x menos que o esperado.
Os planos da OpenAI eram de gerar cerca de US$ 50 bilhões em receita publicitária somente nos EUA até 2030, nós achamos que o mercado endereçavel todo (incluindo ChatGPT, Gimini, Claude, etc) será 1/10 disso.
O Facebook levou sete anos para atingir uma receita relevante com publicidade. O Google levou quase quatro anos. A Netflix demorou três anos. O ChatGPT Ads ainda é um bebê de 5 meses. Apesar de ainda ter tempo para amadurecer, a timeline não está aquelas coisas:
Mai. 2024: Altman diz que ads em IA só em caso de último recurso.
Nov. 2024: A Perplexity se torna a primeira a testar anúncios
Set. 2025: OpenAI estreia o Instant Checkout (compra dentro do chat com taxa)
Jan. 2026: OpenAI confirma que vai testar anúncios.
Fev. 2026: Anúncios no ar com CRM de US$ 60 e mínimo de US$ 250 mil.
Fev. 2026: Perplexity larga os anúncios com feedback negativo dos usuários
Mai. 2026: OpenAI zera o mínimo de investimento e abre o ad manager para geral
Jun. 2026: Anunciantes frustados e CPM em queda (para US$25)
Por enquanto, a OpenAI está dobrando a aposta e expandindo os ads para além dos EUA, com anúncios já ativos no Japão e na Coreia do Sul e a expansão da versão beta do Ad Manager self-service para o Reino Unido.
Uma pesquisa com anunciantes que testaram, feita pela Invoca, concluiu que os consumidores que ligam para empresas após pesquisarem no ChatGPT se convertem em leads qualificados em 49% dos casos, superando todos os outros canais de marketing. Se o GPT Ads conseguir manter essa taxa de conversão, o jogo pode virar.

TRENDING

Imagem: @LiciaFertz, a influenciadora de 96 anos.
MARKETING DE VÓ: NONNA-MAXXING
Licia Fertz entrou para a lista de BBC 100 Woman com 96 anos. Nonna Silvi foi eleita Criadora do Ano do TikTok na Itália com 84 anos. O que elas tem em comum, além dos muitos anos de vida? Tiraram a carteirinha de influencer depois de tirar a da terceira idade - do tricô à caminhada.
Agora tem muito jovem querendo imitar o estilo de vida delas. O fenômeno tem nome: nonnamaxxing - compartilhar online como se vive uma vida como uma avó italiana que vivia offline, por mais paradoxal que isso pareça.
As musas já têm audiência de gente grande:
Nonna Silvi, 84 anos: quase 5 milhões de seguidores, prêmio do próprio TikTok, praticamente nenhum deal comercial.
Licia Fertz, 96 anos: a validação institucional, BBC 100 Women em 2023, campanha de joias.
Cassia Camargo, 88 anos: quase 500 mil seguidores no Brasil, parcerias pontuais com Pfizer e Wyda Embalagens.
Dona Dirce Ferreira: 1 milhão de seguidores no Instagram com o "Comidas de Vó" mas quase nenhuma marca na página.
Mas apesar dos milhões de seguidores, nem todas elas(es) possuem contratos. São alguns dos inventários de mídia mais subprecificado da internet. O padrão se repete na Itália, na imprensa internacional e aqui: alcance enorme, monetização quase nula.
Por que isso importa: onde tem trend, tem marca - mas nesse caso as marcas ainda não chegaram. O sonho de todo anunciante está lá (i) audiência engajada, (ii) confiança altíssima, já que ninguém desconfia da vó e (iii) CPM de quem ainda não descobriu o próprio preço. Quem fechar com essas creators agora paga barato pelo que vai ficar caro quando o mercado acordar.
PS: o termo popularizado pela jornalista Nicole Karlis é a face viral de um movimento maior de longevidade que o documentário Blue Zones colocou no mainstream.

COMPORTAMENTO E CONSUMO
A geração Nem-Nem virou Sim-Sim
Esqueça o estereótipo da geração Z: aquela galera que supostamente não bebe e vive 100% online. Os dois clichês acabaram de tomar um porre de dados.

Entre o nonna-maxxing e as watch parties, a gente tem visto o jovem cair cada vez mais na “vida real”. E a diferença entre as gerações está diminuindo.
(“Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos paaaa-aaais”).
Primeiro, uma curiosidade rápida: o jovem sóbrio virou lenda. Um novo estudo mostra que, em 2026, 74% da Geração Z consomiu álcool, contra 71% dos Baby Boomers. No fim, a ressaca chega para todo mundo.
Agora, o que interessa de verdade é outra briga: os Zoomers são ou não são criaturas digitais?
Em abril, a Meta disse que não faz mais sentido separar o consumo por geração, mas manteve o pitch de que 85% da Gen Z descobre produto nas redes. Agora, a McKinsey questiona até esse fato.
Ao perguntar onde a pessoa ouviu falar de marcas de consumo pela primeira vez, descobriram que a maior parte da descoberta é offline: loja, mídia tradicional, amigos…
59% da descoberta de marca da Gen Z acontece offline;
Amigos e Família continuam sendo o canal de maior confiança (~62%);
IA generativa e Mídias sociais ficam por último em confiança ( ~39% e ~56%)
E aí, de qual lado dessa briga de dados você acredita? Quem pesa mais: o offline ou o digital?

GIRO DE NOTÍCIAS
→ Coca-Cola lançou nova identidade visual global. Spoiler: continua igualzinha.
→ Meta força anúncios de IA que saem nada a ver, e os anunciantes odeiam.
→ Meta Ads abriu seu servidor de MCP para devs.
→ YouTube desacelerou: receita de anúncios caiu de 14% para 11%.
→ YouTube (2) tá com anúncio demais, e os usuários reclamam.
→ Google repaginou o Imagens e deixou tudo com cara de Pinterest.
→ Google Ads trouxe feeds de dados pro Demand Gen, sem precisar de Merchant Center.

PUBLICIDADE
Perdemos a Copa, mas ganhamos portfólio
As 10 melhores campanhas do “Braza” na Copa

Se assistir aos jogos do Brasil foi difícil, pelo menos a publicidade deu show. Tivemos acesso a um estudo exclusivo da System1 que analisou a reação de mais de 6.700 consumidores e levantou as 10 marcas que fizeram o gol que o Endrick não fez.
O placar aqui é a Star Rating: uma métrica proprietária de 1 a 6 que mede a resposta emocional do público, mostrando o potencial de construção de marca no longo prazo.
Segundo a WARC, o investimento global em publicidade impulsionado pelo evento (gasto global, não apenas patrocínio FIFA) girou em torno de US$ 10,5 bilhões - fazendo da Copa o maior evento esportivo do mundo em volume de investimento publicitário concentrado em poucas semanas. Em meio a esses muitos zeros do cheque, o pódio brazuca ficou com:
Medalha de Ouro: Mercado Livre, “O sonho continua vivo” - 5,3 - Filme com Ronaldo Fenômeno, que viaja no tempo até o Penta.
Medalha de Prata: Volkswagen, “O Sonho” - 5,2 - Começa pelo Brasil sendo Hexa, passa pelos carros da marca em momentos de Copa e termina com o Ancelotti dentro de um carro sonhando.
Medalha de Bronze: Vivo, “Declare seu amor na CazéTV” - 4,9 - Juntou Copa e Dia dos Namorados. A CazéTV lê ao vivo declarações de amor de torcedores.
OUTRAS VENCEDORAS:
Chevrolet, A saga do Tri - 4,4
Menção honrosa: para o iFood, que colocou o Ronaldinho Gaúcho na mesma banheira que Messi deu banho em Yamal há 19 anos!

DROPPED BY MOTIM
Ajude a construir a 3ª Pesquisa Nacional Sobre o Impacto de PR no Mercado de Inovação
A MOTIM está conduzindo a terceira edição da pesquisa sobre o impacto de PR no mercado de inovação, para ajudar profissionais e empresas a tomarem decisões mais embasadas sobre comunicação e marca.

DROP LIKE IT'S HOT
[para conspirar] o pessoal do Twitter acha que este comercial previu o resultado da Copa.
[para viralizar] o maior criador de thumbnails do mundo numa entrevista de quase 1h.
[para assistir] a Nova Guerra do Streaming: Netflix, Ads e o Futuro da Atenção
[para aprender] Inside Unilever’s 50,000-creator World Cup play

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