Arquitetura de Marca

Quando abrir uma nova marca + notícias da semana.

Curiosidade da semana: Trump adia mais uma vez banimento do TikTok e o governo chinês diz que Bytedance não pode vender o app para os americanos. ¹

Dados: Creator Economy precisa amadurecer // Inflação e oportunidade 
Novidades: Brécho no Pinterest, Séries no Instagram e +
Big Idea: Arquitetura de Marca: quando abrir novas marcas.

DESTAQUE #M15:

Ainda que seus projetos de marketing sejam complexos, o jeito que você cuida deles não tem que ser – mesmo que você precise centralizar muitas tarefas numa só pauta. E aí você pergunta: dá pra integrar tudo e ainda ser intuitivo? Sim! 

O Zoho Projects ainda traz um ambiente colaborativo com comunicação instantânea, processos sequenciais de planejamento, redação e design, possibilidade de trazer seus clientes para acompanhar e validar projetos em tempo real, ferramentas para gestão de recursos, relatórios de horas e +50 integrações com Google, Microsoft e outros apps. 

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DADOS.

Creator economy precisa de mais maturidade

O relatório Creator POV 2025¹ mostra quem são e o que pensam os creators brasileiros:

🔷 54% têm graduação ou pós-graduação
🔷 69,3% concentram sua audiência no Instagram
🔷 72% acreditam que entregam visibilidade e 66,8% posicionamento de marca
🔷 57,7% priorizam a qualidade da marca parceira, mais do que a remuneração (46,2%)
🔷 1/3 ainda aceita parcerias por “recebidos”, mas só 8,4% topa comissão por desempenho
🔷 Mais da metade cobra menos de R$500 por entrega

O paradoxo é evidente: creators geram valor estratégico para as marcas, mas ainda são tratados como mídia barata e dependem quase exclusivamente do Instagram. A Creator Economy já é gigante, mas continua frágil enquanto não for melhor estruturada.

Como usar: O maior trabalho de campanha com creators é encontrar o match entre os perfis. O uso de plataformas especializadas deve tornar isto cada vez mais fácil.

Inflação: Oportunidade para novas marcas

O novo estudo “Escolhas sob Pressão” ¹ revela como o consumidor brasileiro está revendo seus hábitos de consumo:

🔷 74% tenta reduzir gastos
🔷 39% cortou tudo que não considera essencial
🔷 43% está mais aberto a experimentar novas marcas
🔷 36% está substituindo produtos por opções mais baratas

Esse cenário abre espaço para novas marcas conquistarem relevância no mercado e exige que segmentos como Alimentos, Lazer e Cultura, Beleza e Cuidados Pessoais e Moda adaptem seus discursos e estratégias à nova realidade de consumo.

Como usar: Se você está nas categorias mais afetadas, precisa alterar sua mensagem para se adaptar aos novos padrões de consumo. Todas as categorias tem oportunidade de fazer promoções e outras táticas para troca de marca.

NOVIDADES.

Instagram agora permite série de reels

Pinterest abre função de brechó

Tiktok deve criar limite de 05 hashtags por post

→ Dublagem automática do Meta, já está disponível para mais usuários

Google meu negócio, agora tem selo de verificação único

Linkedin vai começar penalizar comentários automáticos

CHARGE.

BIG IDEIA.

No grupo de whatsapp do “Passaporte #M15” rolou uma discussão interessante esta semana e resolvi aprofundar por aqui. A pergunta que originou a conversa, essencialmente era:

“Devo abrir uma nova marca para deixar minha proposta de valor mais clara e vender mais?”

A resposta curta é: não. Segundo um artigo acadêmico bem conceituado ¹, aumentar o número de marcas não aumenta o fluxo de caixa. Ou seja, se o objetivo é gerar mais receita, não adianta abrir novas marcas.

O motivo é simples: gerir mais marcas faz com que os custos de marketing aumentem e fiquem mais dispersos, o que reduz sua competitividade no mercado e portando seu poder de crescimento (já falamos sobre a ESOV por aqui).

Mas, por que as grandes empresas sempre tem muitas marcas?

A resposta também é simples e vem do mesmo artigo: diversificação diminui risco. Enquanto ter várias marcas não te ajuda a crescer mais, ajuda a fidelizar os clientes, suavizar o fluxo de caixa (quando uma vende mal, outra vende bem) e estes dois fatores ajudam a aumentar o valor de mercado da empresa.

Então, é melhor lançar tudo dentro de uma mesma marca?

Também não é assim. A chamada extensão de marca (produtos diversos com a mesma marca), só funciona quando o novo produto tem características parecidas com o da marca original e e estas características são dificeis de serem conquistadas. E para além disto, exige investimentos adicionais de marketing. Só colocar o nome da marca não é suficiente. Ou seja, extensão de marca é muito arriscado, só funciona quando:

  • Os atributos da marca original estão presentes no novo produto ² ;

  • Esses atributos são difíceis de replicar pelos concorrentes, sinalizando exclusividade ou expertise;

  • suporte de marketing e distribuição que reforce essa coerência.

E como decidir o que fazer com as marcas, então?

Não existe uma fórmula única, mas a lógica geral é simples: crie uma nova marca quando o novo produto ou serviço é percebido como MUITO diferente da proposta central da marca atual. Por exemplo, uma marca de carros de luxo tentando lançar um modelo popular (Alô, Mercedes Classe A …)

Para orientar essas decisões, David Aaker e Erich Joachimsthaler (2000) desenvolveram o Brand Relationship Spectrum ³ (que eu costumo chamar de Espectro de Aaker). O modelo organiza as estratégias em grau de independência.

Categoria

Subtipo

Descrição

Exemplo

House of Brands

Not Connected

Marcas totalmente independentes sem conexão visível com a controladora.

P&G (Pampers, Gillette)

House of Brands

Shadow Endorser

Marcas independentes com conexão conhecida, mas não explícita.

Azul Seguros (Porto Seguro)

Endorsed Brands

Token Endorsement

Endosso sutil através de símbolo ou menção discreta.

Neutrogena (Johnson & Johnson)

Endorsed Brands

Linked Name

Elemento comum no nome, criando uma família de marcas.

McCafé (McDonald’s)
Nescau (Nestlé)

Endorsed Brands

Strong Endorsement

Endosso explícito e proeminente.

By Marriot

Sub-Brands

Co-Drivers

Marca principal e sub-marca com igual importância no posicionamento.

Gillette Mach3

Sub-Brands

Master Brand as Driver

Marca principal dominante com sub-marca descritiva.

Apple iPhone

Branded House

Different Identity

Única marca com adaptações por contexto.

Virgin (Virgin Atlantic, Virgin Mobile, etc.)

Branded House

Same Identity

Única marca com identidade consistente em todas as frentes.

FedEx

Bônus #M15

Faça o Quiz para ter uma primeira opinião sobre o melhor tipo de arquitetura de marca para o seu negócio.

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